Crédito Habitação atinge valor recorde em 2025:
23,3 mil milhões de euros em novos empréstimos concedidos.
Segundo dados do Banco de Portugal, este crescimento foi impulsionado sobretudo pelos jovens até aos 35 anos, responsáveis por cerca de 60% dos novos contratos para habitação própria permanente.
Entre os principais fatores estão:
Isenção de IMT e Imposto do Selo na compra da primeira casa;
Garantia Pública do Estado para crédito jovem;
Descidas nas taxas de juro ao longo do ano;
Necessidade estrutural de acesso à habitação.
No primeiro ano da Garantia Pública, foram celebrados cerca de 25.500 contratos, totalizando 5,1 mil milhões de euros em financiamento.
Como destaca Tiago Vilaça, Presidente da ANICA:
“O impacto da Garantia Pública e das isenções fiscais foi relevante para alterar o perfil do endividamento das famílias, tornando o acesso à primeira habitação mais realista para os jovens.”
Apesar da subida dos preços das casas, a prestação média manteve-se estável, nos 418 euros no final de 2025, devido à descida das taxas de juro. A escassez de oferta continua, porém, a pressionar os preços.
Os indicadores de início de 2026
apontam para a continuidade desta tendência.